Por: Noé Cheung
Arminio Goncalves Vale
Maria Adela
 

Aproveitando o assunto sobre adubação levantado pelos colegas da lista, também quero contribuir transcrevendo partes de um artigo que achei interessante que foi publicado no Boletim da CAOB Nº 2, 3, e 4 - Abr/Dec - 95(Adubação foliar, Conquista da Química Agricola - Por: Francisco de Sales Carvalho e Silva e Fernando P. de Carvalho e Silva).

Nitrogênio
É é o macro elemento iônico que mais interesse tem na adubação foliar. Representa de 2 a 6 % de matéria seca das plantas. O nitrogênio é considerado alimento de massa, isto é, o elemento químico que as plantas geralmente necessitam em maior quantidade principalmente na fase ativa de crescimento; é um estimulante e fonte de vigor.Uma dose correta de nitrogênio aumenta o crescimento, com a produção de muitas folhas grossas que apresentam cor verde escura, pela abundância de clorofila. Essa boa vegetação aumenta a atividade assimiladora. O nitrogênio, que pode ser considerado uma das bases químicas da vida, faz parte integrante das proteínas, dos seus amino-ácidos e albuminóides, da clorofila, das enzimas, sendo também responsável pela formação das defesas vegetais contra as pragas e pela formação dos anticorpos, assunto ainda bastante controverso.
Em certas circunstâncias, quantidades excessivas de nitrogênio podem prologar o período de crescimento, produzindo uma vegetação luxuriante, retardando a maturidade, tornando os tecidos moles, sem resistências às pragas e doenças, especialmente quando o suprimento dos demais elementos não é adequado.
A sua falta produz vegetação fraca, órgão vegetativos reduzidos, folhas de coloração verde amarelada, etc.
O nitrogênio pode ser absorvido na forma nítrica (NO3), amoniacal (HN4) e orgânica. Como exemplo: o nitrato de cálcio, o sulfato de amônio e a uréia. A ação do nitrogênio é fundamental à vida do vegetal, sua falta paralisa o crescimento e as plantas apresentam uma tendência de florir e frutificar, numa tentativa de sobrevivência, dando flores e frutos pequenos e se tornando raquíticas com folhas descoradas ou verde-azuladas.
As três formas de nitrogênio, que os adubos foliares de boa qualidade oferecem, têm por base o fato das plantas, nas duas diversas fases de crescimento, preferirem uma a outra forma. As plantas jovens parecem absorver especialmente o nitrogênio nítrico.
O nitrogênio tem grande mobilidade; quando as raízes são incapazes de absorver as quantidade exigidas de nitrogênio, os compostos nitrogenados das partes velhas são autolizados e transportados para as regiões novas de crescimento. O mesmo ocorre quando a planta começa um novo crescimento e tira os compostos nitrogenados das folhas mais velhas para gantir o crescimento. Daí não ser recomendado, para o embelezamento das plantas, cortar as folhas amareladas e sim deixá-las cair naturalmente.
Na prática, os adubos foliares apresentam o nitrogênio nítrico na forma de nitrato de potássio; o nitrogênio amoniacal, como fosfato de amônio e o nitrogênio orgânico, como uréia, que pela ação dos microorganismos se transforma em nitrato.

Fósforo
É outro macro elemento aniônico básico da vida vegetal, agindo associado ao nitrogênio, e sendo ao contrário deste, que prolonga a vegetação, o grande fator de precocidade e qualidade, sendo absorvido na forma de fosfato. Representa menos de 1% na matéria seca.
Sua atividade principal está relacionada com a floração, a frutificação, o desenvolvimento das raízes e a maturação dos órgãos vegetativos. Está presente no ácido nucléico e nos fosfolipídios.
Além de suas atividades básicas, o fósforo coordena a respiração, a divisão celular, a formação das proteínas e do amido. O composto tri-fosfato de adenosina é o principal armazenador de energia, que será mais tarde transferida para os processos orgânicos.
É facilmente redistribuído de um órgão para o outro, indo das folhas velhas para as novas, para os frutos e sementes.
As plantas bem supridas de fósforo são altamente resistentes às doenças.
Sua falta ou deficiência, que pode ser expressa por uma cor avermelhada das folhas, resulta num crescimento lento com sérios prejuízos para a floração, a frutificação e a formação de raízes, o que inibe o crescimento vegetal. Os adubos foliares trazem o fósforo como fosfatos de amônio e de potássio, que também são fontes de nitrogênio amoniacal e de potássio."

Potássio
Curioso papel representa este macro elemento catiônico na vida vegetal. Apesar de não entrar nos constituintes químicos dos vegetais, sua presença na seiva é indispensável, especialmente para a adubação nitrogenada, para a formação dos hidratos de carbono e sua translocação, regulando a atividade dos outros nutrientes. Ativa as enzimas e promove o crescimento dos tecidos meristemáticos. Pouco se sabe sobre sua ação, que parece ser catalítica. As doses de nitrogênio e potássio tem estreita relação e para boa utilização pelas plantas devem ser variadas simultaneamente.
Quando o teor de potássio aumenta na seiva, há uma economia de água nos tecidos, pois esse elemento, regulando o fechamento dos estômatos, diminui a transpiração, garantindo maior resistência à secura e às geadas, aumentando a resistência às doenças.
Como o fósforo, também favorece a formação das raízes, a formação do amido e o amadurecimento dos frutos. Torna os tecidos mais rígidos e menos quebradiços.
Alterações no amadurecimento dos frutos, folhas amareladas e ressecadas, diminuindo a fotossíntese e reduzindo os hidratos de carbono, podem indicar falta deste elemento.
Esse macro elemento que as plantas necessitam em quantidades elevadas é absorvido na forma de potássio iônico e, quando no interior das plantas, é facilmente translocável, acumulando-se especialmente nas partes novas.
Nos adubos foliares o potássio entra na forma de nitrato de potássio e de fosfato de potássio, que também são fontes de nitrogênio nítrico e de fosfato respectivamente.

Cálcio
Apesar de não ter seu papel fisiológico bem esclarecido, ele é indispensável a todas as plantas superiores. Por exemplo, sabe-se que as raízes necessitam dele para crescer; o conteúdo protéico aumenta na razão direta do aumento deste elemento.
Elemento básico no equilíbrio ácido-básico dos vegetais. A alteração desse equilíbrio prejudica ou diminui enormemente o crescimento, além de alterar a forma dos tecidos vegetais, diminuindo a formação das raízes e parando a floração e frutificação.

Enxofre
Elemento químico que corre paralelamente ao nitrogênio, entrando na composição das proteínas, sendo também ativador de certas enzimas. Sua carência produz alteração semelhante à do nitrogênio.

Ferro
Indispensável à formação da clorofila. Sua deficiência produz folhas cloróticas (amareladas) total ou parcialmente.

Sódio
Ação semelhante ao potássio, não podendo entretanto substituí-lo. Algumas plantas, como o coco da bahia, tem preferência pelo sódio; para outros é prejudicial. Sua falta se traduz pelo murchar rápido das plantas em épocas secas.

Magnésio
É parte integrante da molécula da clorofila e só isto basta para mostrar sua importância. Além disso, tem papel importante no metabolismo do fósforo, na atividade de certas enzimas, etc.
É básico na composição da clorofila, sendo seu único mineral. Sua falta provoca tons vermelho-alaranjandos nas folhas.

Microelementos
Estão para as plantas assim como as vitaminas estão para os animais. Se bem que seu papel não esteja bem definido, sua falta produz carências graves, como se pode ver na relação a seguir.

Manganês
Como o ferro, favorece a formação de clorofila, embora não entre na sua fórmula. Clorose entre as nervuras das folhas e nas suas margens indicam sua deficiência.

Boro
Como as vitaminas para os animais, é exigido em quantidades mínimas. Escurecimento dos brotos são alguns dos sintomas de sua falta.

Cobre
Em quantidades mínimas, é indispensável às plantas; em excesso é muito tóxico. Em falta, muito rara por sinal, pode produzir amarelamento das folhas, com extremidades esbranquiçadas.

Zinco
Em quantidades mínimas evita diversas doenças, sendo também ativador de enzimas. É também essencial na síntese do triptofano e do ácido indol-acético.

Cobalto
É um catalisador

Iodo
Fala-se na importância desse elemento para a floração da Laelia lobata.

PH das soluções
A acidez e a alcalinidade têm ação preponderante sobre a absorção das
substâncias nutritivas. O excesso de um ou de outro pode produzir alteração do sistema radicular e dos caules e folhas.
As plantas só absorvem os nutrientes numa faixa estreita de pH e esses
valores variam dentro de certos limites para cada espécie vegetal.
Além disso geralmente o meio ácido dificulta a dissolução de certos sais. Sabe-se também que a acidez excessiva pode, por outro lado, solubilizar quantidades exageradas de sais de manganês, ferro, zinco, cobre e alumínio, o que torna o meio tóxico para as plantas.
Parece que só na faixa de pH compreendido entre 6 e 7 os sais são solubilizados nas quantidades ideais e entre 4 e 9, a absorção é possível. A alcalinidade alta, por sua vez, insobilizando o ferro, o manganês, etc., cria as deficiências desses minerais.

Mecanismos de absorção
Os estômatos são responsáveis pela maior parte da absorção dos nutrientes, mas a própria cutícula que recobre as folhas, quando hidratada, permite a passagem dos nutrientes; ela é permeável à água e às soluções de adubo.
Essa capacidade da cutícula de absorver água e as substâncias nela
dissolvidas já era conhecida de GARREAU nos idos de 1849.Existem dezenas de trabalhos experimentais comprovando a absorção da água pela epiderme foliar. Folhas murchas mergulhadas na água ou molhadas pela chuva readquirem sua turgescência.
A água em alguns casos é absorvida pelas escamas, como no caso das bromélias.
Hiltner (1912 e 1924) conseguiu o desenvolvimento de certas plantas, nutridas com solução de sasis minerais, exclusivamente, através da
superfície foliar.
Desde então, o uso das aspersões foliares de nutrientes se difundiu como processo corretivo das deficiências minerais e como adubação foliar, como se usa hoje rotineiramente no caso de muitas culturas.
Para que a solução penetre na intimidade das folhas, seja pelos estômatos ou pela cutícula, é necessário primeiro que ela molhe a superfície onde é aplicada. A capacidade de molhar uma superfície sólida depende do maior contato entre as superfícies, o que é função da tensão superficial do líquido.
Para melhorar essas condições, costuma-se juntar às soluções nutritivas
substâncias denominadas agentes umectantes ou molhantes ou surfatantes ou ainda espalhantes-adesivas, que pela sua ação adesiva, impedem que a solução escorra por ação da gravidade; por sua ação umectante dificultam a evaporação da água, mantendo os nutrientes mais tempo em estado iônico em contato com a superfície foliar. Quanto mais tempo a solução ficar em contato com a folha maisor será a absorção. Esses agentes são detergentes que adicionados em quantidades muito pequenas às soluções diminuem
a tensão superficial. Os modernos agentes molhantes também induzem um aumento da adesão moléculas água-cutícula, permitindo melhor contato entre a solução nutriente e a superfície da folha.
Os agentes molhantes permitem também que as soluções vençam a barreira representada pelo ar que, em condições normais, enchem os estômatos.

Fases de absorção
Ela se faz em dois estágios:
- o primeiro, bastante rápido, representa a entrada da solução desde a superfície cuticular cerosa até a intimidade citoplasmática. É a fase não
metabólica.
- num segundo tempo, que pode demorar horas, a solução é levada à intimidade dos tecidos, constituindo a fase metabólica da absorção.

Fatores que favorecem a absorção do adubo foliar - parte II

Luz>
A energia luminosa é indispensável à absorção foliar.
Umidade do substrato
As plantas com boa disponibilidade de água, mantêm suas células túrgidas e com boa hidratação da cutícula, o que favorece a penetração dos nutrientes. Quando a planta começa a murchar, a absorção foliar diminui drasticamente. Daí evitarem-se as horas mais quentes do dia, quando as plantas estão mais secas, bem como da vantagem de uma rega na véspera da adubação foliar.

Temperatura
A ótima está por volta de 21 ºC.

Ventos
São prejudiciais porque favorecem a rápida evaporação, diminuindo o tempo de contato da solução nutritiva com a superfície da planta.

Umidade do ar
A umidade relativa do ar, quando elevada, favorece a absorção porque mantém a cutícula hidratada e retarda a evaporação da solução, permitindo sua melhor distribuição na superfície foliar.

Solubilidade perfeita
A dissolução rápida e completa dos compostos usados como fonte de
nutrientes influi na eficiência da adubação. A boa qualidade dos
sais
evita a formação de resíduos, que podem ser injuriosos às plantas.
A concentração da solução
Depende da tolerânica de cada planta. Umas suportam concentrações altas, outras não, e podem ocorrer queimaduras nas pontas das folhas novas. Daí, os melhores resultados serem obtido com várias aplicações de soluções mais diluídas.
Horário ideal para aplicação das soluções
Devem ser evitadas as horas mais quentes do dia. Nas nossas condições, especialmente no verão, deve-se evitar pulverizar entre 9 e 16 horas.

Fórmulas e adequação do adubo foliar
As soluções fertilizantes, em decorrência da maior concentração desse ou daquele macroelemento, podem ser de vários tipos, o que se expressa por três números: o 1º indicando a concentração do nitrogênio, o 2º do fósforo e o 3º do potássio.
Assim a fórmula 18-18-18 ou 20-20-20 é aquela em que os três elementos estão equilibrados. Na fórmula 30-10-10, o teor de nitrogênio é três vezes mais alta que o do P ou do K, perfazendo a fórmula 50% de elementos fertilizantes.
Ela é recomendada para as plantas novas (seedlings) desde a germinação
até a primeira floração. Também é usada para estimular a brotação de
plantas adultas e especialmente recomendada nas culturas de folhagens.
Na fórmula 10-30-20, vê-se uma predominância do fósforo, sendo muito usada na preparação da floração.

Do exposto acima podem-se resumir as condições para escolha da adubação foliar:
a) fase do crescimento ou na brotação:
A fórmula mais adequada é a que,no balanço dos nutrientes, o nitrogênio predomina (30-10-10), podendo-se intercalar uma fórmula, isto é, pulverizar ora com uma nitrogenada, ora com uma fosfatada, tendo em vista que o fósforo favorece o desenvolvimento do sistema radicular.
b) fase de floração:
É a que antecede à floração, nesta fase é fundamental um maior percentual de fósforo, elemento básico das boas floradas (10-30-20).
c) fase de frutificação:
É a que segue a floração, sendo nutriente fundamental o potássio. É pouco usada na floricultura.

Modo de usar:
A aplicação deve ser criteriosamente feita para seu melhor aproveitamento.
De início impõe-se a regra básica do uso da fórmula certa, em época certa e com a regularidade necessária para que a planta se adapte.Devem-se usar os pulverizadores habituais, capazes de produzir um leque de gotículas bem finas, que molhem uniformemente as duas faces da folha.
Por uma questão pura de economia do adubo, deve-se evitar um excesso de molhagem ou gotas muito grandes, que fazem o escorrimento da solução. É bom lembrar, no entanto, que a solução que escorrer para o substrato, só pode fazer bem, pois as raízes também vão absorvê-la.
A aplicação periódica do adubo é mais indicada, desde que sejam usadas mais diluídas, cuja concentração ótima é determinada pela experiência em cada caso.
O adubo deve ser usado com um agente molhante de boa qualidade.
Para melhor aproveitamento pelas plantas, recomenda-se uma rega na véspera da adubação, para que as plantas fiquem bem supridas de água.A aplicação deve ser repetida cada 7 ou 15 dias, recomençando as regas normais 24 a 48 horas após a aplicação.
O equipamento deve estar muito limpo, livre de resíduos que possam ser tóxicos para as plantas.
O uso simultâneo do adubo com pesticidas, fungicidas, etc., se não for bem equacionado, pode trazer problemas de incompatibilidade ou de desequilíbrio da fórmula do adubo.
O tratamento regular com o adubo produz crescimento mais rápido e viçoso, melhor floração, aumento da resistência das plantas às doenças e variações climáticas, facilitando ainda a aclimação e o enraizamento."
Não se pode esquecer que os elementos químicos em pequenas doses são muito favoráveis as plantas, mas em concentrações altas são altamente tóxicos.
Adubações muito frequentes podem, pela evaporação da água do adubo, produzir concentrações altas dos sais, com depósitos nas folhas e raízes com graves consequências. Daí a conveniência de regas com água pura entre as adubações.
A adubação excessiva produz plantas muito fortes, com crescimento
vegetativo abundante, com folhagem verde escuro, com muitos brotos novos em detrimento da floração.
Algumas pessoas argumentam ser a adubação foliar muito cara. É necessário lembrar que ela deve ser complementar, sendo as quantidades usadas muito pequenas.
A escolha do adubo é da maior importância.
Os adubos devem ter procedência garantida, e de fornecedores credenciados. Devem ser fácil e completamente solúveis na água, dando solução incolor, límpida, não depositando resíduo, mesmo após 24 horas.
Os produtos químicos usados são de alto custo pois devem ter alto grau de pureza. Cabe lembrar o caso da uréia, adubo de grande valor como fonte de nitrogênio orgânico. Esse tão benéfico elemento, no entretanto, tem como contaminante habitual o biureto, substância altamente tóxica para as plantas, especialmente as novas. Outros sais, quando muito puros, podem ter acidez muito alta, queimando as plantas (nitratos, cloretos, etc.)
As plantas recém plantadas, ou mudadas, necessitam de adubação muito reduzida; praticamente só o nitrogênio (N) é exigido. Observem que essas plantas costumam ficar com as folhas amareladas pela falta de nitrogênio.
Não esqueçam que as plantas para absorverem alimento, precisam de água e a umidade do substrato é necessária para termos plantas com bom estado vegetativo.
Uma das grandes vantagens da adubação foliar é que as plantas absorvem aproximadamente 90 % do adubo, sendo que uns elementos são mais assimiláveis que outros. Enquanto isto, o adubo colocado no susbtrato perde no mínimo 50%.
Minutos após a aplicação do adubo, ele completa a primeira fase da absorção e no fim de algumas horas chega às raízes."

Noé Cheung


Prezados Amigos. Li na página 12 do número 8 de O Mundo das Orquídeas que a C. nobilior é um vegetal do tipo CAM - Metabolismo Ácido Crasuláceo, controlador da transpiração, negativa durante o dia, quando os poros ficam fechados para impedí-la, e positiva durante a noite, quando os poros se
abrem para absorver a umidade. Concluí então que para vegetais do tipo CAM, como a C. nobilior, não se deve usar a adubação foliar durante o dia, pois os estomatos estão fechados e não haverá absorção dos nutrientes.

Arminio Goncalves Vale

As plantas, para poder sintetizar seus alimentos, necessitam: água + dióxido de carbono + luz. A combinação destes elementos, na sua proporção correta, produzirá plantas saudáveis e orquidófilos felizes, sendo necessário alguns elementos em quantidade variável, provenientes do substrato, resíduos vegetais ou animais ou trazidos pelo ar ou pela água, para transformar elementos minerais em carbohidratos.
O excesso ou falta de água ou luz, causara severos danos nas plantas. O dióxido de carbono é normalmente controlado por sua disponibilidade na atmosfera.
Para metabolizar o dióxido de carbono, as plantas usam água e luz, no processo chamado fotossíntese.
No reino vegetal existem três rotas para a fotossíntese: rota C3, rota C4 e rota CAM.
Nas orquídeas encontramos apenas as rotas C3 e CAM.
As plantas C3 fixam dióxido de carbono durante o dia, necessitando um suprimento de água/umidade regular e constante pois não têm um armazenamento de água nem um mecanismo de proteção para a perda do excesso de água.
As plantas CAM fixam dióxido de carbono durante a noite, preferem uma alternância de regas e secas diárias e tem mecanismos para preservar e armazenar água.
Plantas CAM se beneficiam com água/umidade logo após o crepúsculo, quando iniciam o metabolismo e a transpiração.
Plantas CAM podem adotar a rota C3 dependendo das condições ambientais, mas plantas C3 jamais adotarão a rota CAM.
A maior parte das laelias e cattleyas são CAM, exceto a Cattleya gigas que é planta C3.
Oncidiuns de folhas finas são plantas C3.
Infelizmente não há uma lista completa classificando as orquídeas nestas categorias.
Enquanto a luz, a intensidade da radiação solar varia bastante com a latitude e este dado dificilmente é citado quando autores informam muita/pouca luz, nem temperatura média nem tipo de clima.
Um critério utilizado por muitos orquidófilos é a coloração das plantas. Uma cor verde alface indica a quantidade correta de luz.
Plantas verde escuro precisam de mais luz. Plantas verde amarelado precisam de menos luz.
(Cuidado!: as plantas também amarelam por excesso de água).
Espero estas informações sejam tão úteis para o grupo quanto foram para mim. Grande abraço

Mariadela