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Por: José Costa Por: Nelson Barbosa Machado Neto |
| Existe
aqui em Eugênio de Melo, um produtor de orquídeas para exportação
e mercado interno (Flora Takanashi), que usa brita nº 2 como substrato.
Eu tenho acompanhado já a algum tempo o desenvolvimento de quase todas as espécies de Cattleyas bifoliadas que ele cultiva (híbridos e naturais), e o desenvolvimento é muito bom. A adubação é feita com adubo orgânico (mamona, etc.) e adubo químico, e um detalhe muito importante: só usam vasos de plástico! Segundo o Sr. Antônio e a D. Erika, a combinação "brita + vaso de plástico" apresentou uma série de benefícios e conseqüente redução dos custos de produção: 1. Não é necessário replante constante por vencimento do substrato. A planta cultivada em brita só é replantada em dois casos: crescimento da planta para fora das bordas do vaso e com apodrecimento do material plástico, o vaso fica quebradiço, o que leva em média 6 a 8 anos para acontecer. 2. Os vasos plásticos diminuem a evaporação, retendo um certo grau de umidade, apesar das pedras, e como já observei, dependendo da situação, criam ambiente favorável até para ocorrência de um tipo de musgo ou limo verde sobre elas, que é muito apreciado por algumas bifoliadas, tais como, C. schilleriana, C. velutina, C. kerrii e até C. violácea. 3. Em caso de uso de adubo químico, quando as regas são intercaladas, com adubo e sem adubo (água pura abundante uma vez por semana pela manhã), estas servem como limpeza das pedras, retirando o excesso de componentes minerais que nelas não se aderem com a mesma facilidade que ficam retidas no xaxim. Acho que só por estes três itens já dá para ter uma noção da economia que eles estão tendo: vaso plástico não quebra, pode ser reutilizado, e o mesmo acontece para as britas (basta lavar com uma solução de cloro; não tem mais gastos com xaxim; diminuiu o uso de defensivos para certas pragas tipo aqueles malditos pequeninos caracóis que infestam o xaxim; não preciso nem falar da mão de obra... etc.. Sei que aumentou o consumo de água e fertilizantes, pois os viveiros são "nebulizados" com mais constância, mas creio que a diferença em valor represente muito pouco, compensando no custo final, não me disseram quanto foi o ganho no custo de produção por planta, mas sei que estão gradativamente trocando o cultivo de todas as espécies que produzem. E o mais importante : As plantas são ótimas ! Já mudei algumas das minhas bifoliadas para plástico + pedra, e a principio, não se incomodaram com a mudança. O inconveniente que encontrei é que não posso mais pendurar os vasos, tendo que mantê-los sobre bancadas. - Lourenço Louvável é toda nova iniciativa
em busca de substratos. Tenho utilizado, no orquidário da Universidade
onde leciono, casca de Pinus pura como substrato. Fui chamado de louco
e demente, hoje as plantas estão em crescimento ativo e florescendo,
não vejo mais opositores.
Voce foi claro em sua explanação, mas para os outros colegas de lista vou dizer que orquídeas vão bem em qualquer substrato desde que se saiba maneja-lo eficientemente. A regra pra tudo é o manejo. Quanto ao apodrecimento do xaxim, tomo algumas ferramentas para devanear a respeito: a) as fibras de xaxim devem ter alta relação carbono/nitrogênio, o que significa dizer que são de decomposição lenta; b) adubação qualquer que seja ela pode diminuir esta relação favorecendo o crescimento de microrganismos decompositores, entre eles os fungos micorrízicos das próprias orquídeas; c) tomando as duas assertivas acima, penso que adubos químicos podem ser menos absorvidos pelos microrganismos, fazendo com que a decomposição do substrato seja mais lenta, ao passo que adubos orgânicos podem permitir um fluxo pequeno, porém contínuo para estes fungos aumentando a velocidade de decomposição do substrato. - Nelson
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