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ABRACC Ano II Nº 04
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| Epífita
com pseudobulbos assás robustos, de 10/20cm de altura e 2,5cm
de diâmetro transversal, as vezes depois de adultos e despidos
um tanto avermelhados, sulcados e rugulosos; folhas eretas e graciosamente
recurvadas no limbo, semelhantes às das espécies afins,
variáveis no seu tamanho, mas em regra entre 25/45cm de comprimento
e 4/7cm de largura, atravessadas por 3/5 nervuras grossas e arcadas;
racimos florais masculinos ascendentes ou levemente inclinados e recurvados,
de 18/30cm de altura e com 5/10 flores no último terço
superior, pedúnculo de lá para base com espacadas, bainhas
fortemente apressas e pálidas; pedicelo com o pseudo ovário
de 2/3cm de comprimento e geralmente recurvados; bactéreas de
6/10mm de comprimento; flores patentes, inversas ou voltadas para baixo,
aromáticas, com os segmentos erectos, pouco patentes e labelo
sobressaído acima dos sépalos de aproximadamente 4cm de
comprimento; o dorsal de 10/15 e os laterais de 14/17mm de largura mediana,
verdes e pintalgados de vermelho-pálido; pétalos quase
ocultados pelos sépalos, mas vistos do interior mais destacados,
verde-pálidos com manchas e pintas redondas de cor vermelha,
de 4 cm de comprimento e 2,4cm de largura; ponta aguçada como
a dos sépalos; labelo rijo; fortemente carnoso-coriáceo,
elmiforme tombado, de 2 cm de fundura na parte dianteira e na posterior
de 3 cm altura, com os lobos laterais eretos e arredondados e o terminal
pouco destacado, em forma de pequena linguaninternamente amarelado e
com pintas vermelhas; coluna ínferalevemente incurvada, trigona,
de 2,5/3 cm de comprimento na face ao meio com duas antenas cruzadas
de 2 cm de comprimento. Flores femininas pouco diferentes das masculinas,
eretas e de 3/8 em cada recimo que é sempre mais alto, chegando
às vezes a 50cm de comprimento, sépalos e pétalos
mais destacados do labelo, um tanto patentes, o sépalo dorsal
de 2 e os laterais de 2/3cm de comprimento; coluna mais curta e muito
mais sólida e grossa, soldada ao labelo que é mais profundo
e mais rijo sem as antenas e estigma estreito. Distribuição geográfica: da Venezuela até o sul da Bahia, comum no Pará e Amazonas. Observação: espécie assás comentada e que tem servido, como mostramos, para as discussões mais apaixonadas, dando igualmente motivos para muitas controvérsias. As suas flores masculinas não são extraordinárias pela sua forma e colorido, mas impressionam bem e especialmente pelo agradável aroma que emanam a certas horas do dia. Desta espécie existem muitíssimas variedades naturais e formas de cultura, que se distinguem ora pelo colorido ora pelo tamanho e disposição do labelo ou ainda dos sépalos e pétalos. Para darmos uma idéia das variedades já conhecidas em 1900, referiremos apenas as que Cogniaux relacionou na "mat. Fl.Br."vol.XV, I (1902) p. 395: Var.amplissimum Planch Var.auranticum Cogn. Var. bellum Relchb F. Var.brevifolium Mutel Var.carnosissimum Cogn Var.chrysanthum L. Lind&Rodig. Var. claveringiiLindi Var.genuinumMutel Var.globoso-connivensMutel Var.luteo-purpureumCogn. Var.luteo-roseumL.Lind Var.mechelyncki Var.pallidumMutel Var.unidentatumMutel Var.viridi-purpureuMutel Var.viridi-sanguineumMutel As características destas variedades são evidenciadas pelos próprios nomes, que sempre se referem às cores das flores, seus detalhes e só raramente aos seus criadores. |
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