ABRACC Ano V Nº 19

 Catasetum macroglossum Reichb.f.

 

"Gardn. Chro."(1877) p. 532; - mansfeld, - "Fedde, Repert Spec. Nov."vol. XXX(1932)p.271.
Epífita, com pseudobulbos e folhas não descritas; rácimos florais bastos, com flores verdes-claras até amareladas, ou levemente avermelhadas (isto, flores masculinas); sépalas eretas, elípiticas-obrongadas, aguçadas, de 3 cm de comprimento e 1 cm de largura; pétalas eretas, largo elípiticas, aguçadas, de 3 cm de comprimento e 1,6 cm de largura; labelo fortemente concavo com protuberância saquiforme como escudo, esplanado mais ou menos reniforme, lobos laterais eretos, margens ciliadas ou serrilhadas, lobo mediano muito menor, ovalado, obtuso, ereto-patente, diante do óstio e parte interna anterior da escavação com calo semicircular, ao todo, de 3,4cm de comprimento e distendido de 6,2 cm de largura, na posição natural porém de 3,4 cm de altura, lobo mediano de 0,9 x 0,6 cm; coluna rostrada, de 2,8 cm de comprimento, antenas assimetricamente cruzadas sobre o óstio do labelo, de 1,8 cm de comprimento.
Distribuição geográfica: Equador, sem outras indicações.
Observação: Mansfeld, no trabalho referido, disse que o material original do herbário de Reichenbach Filho, que teve ocasião para examinar, se achava tão mal conservado, que se tornava impossível restabelecer os elementos necessários para a firmação da espécie. A posição das antenas não lhe deixou, porém, nenhuma dúvida. Elas são efetivamente cruzadas e de acordo com este detalhe ela só poderá ter afinidade com o Ctsm. platyglossum Schltr., e Ctsm. pileatum Rchb. F., O labelo é, porém, positivamente mais aconchavado, como gamela, e tem uma protuberância mediana basal mais pronunciada saquiforme (detalhe que o croquis deixado pelo autor da espécie não deixou bastante claro). A posição exata do labelo não se pode reconhecer no material em apreço.
Um segundo exemplar que existe no mesmo herbário sem classificação, deve pertencer à mesma espécie, segundo afirmou Mansfeld.
Para nós essa espécie equatoriana é realmente misteriosa. O Dr. R. Schlechter, estudando as orchidáceas do ecuador não a referiu e assim não mais parece ter sido encontrada depois que foi descrita em 1887.
Fonte consulta: Flora Brasílica de F. C. Hoehne p. 92