ABRACC Ano V - nº 20

  Catasetum punctatum Rolfe

 

Catasetum punctatum Rolfe in Kew Bulletin, 1894, p. 364; Orch. Rev., II, p.360.
Pseudobulbo fusiformi-oblongo; foliis majusculis, oblongo-spathulatis, acutiusculis vel apiculatis; inferne satis attenuatis; scapo nutante, superne 10-11 floro; bracteis ovato-triangularibus, acutis; floribus majusculis, patulis; sepalis membranaceis, subpatulis, elliptico-ovatis, acutiusculis, satis concavis; petalis erecto-patulis, obovato-oblongis, obtusiusculis, lateralibus reflexis; labello carnoso, galeato, transverse constricto, distincte trilobato, lobis lateralibus late rotundatis incurvis, margine ciliato-fimbriatis; intermedio brevissimo late truncato obscure apiculato integro intus medio utrinque transverse lamellato; columna elongata, clavato, longiuscule rostrata, antennis elongatis medio approximatis apice aequaliter divergentibus.
Descrição appud Hoehne:
(incluir aqui a cópia da descrição constante na Flora Brasílica em português)
O Catasetum punctatum foi primeiramente ilustrado em prancha a cores na Lindenia (11:35, t. CDXCVI, 1895), com bastante fidelidade e pormenores suficientes para uma inequívoca diagnose. Era colocado na Seção Eucatasetum, que na época caracterizava-se por ter flores dióicas - acreditava-se que havia plantas masculinas e plantas femininas. Cogniaux informava então que esta espécie tinha vindo do Brasil, através da "L'Horticulture Internationale", tendo florido pela primeira vez naquele estabelecimento em julho de 1894. M. Rolfe assinalou que tinha afinidade com o Catasetum albovirens Barb. Rodr., incomum nas culturas européias.
Diagnose diferencial - Deve ser feita com os Catasetum de antenas paralelas e labelos globosos e carnosos, pelas flores masculinas. C. punctatum distingue-se de C. albovirens Barb. Rodr., C. purum Nees & Sinning, C. uncatum Rolfe, C. hookeri Lindl., C. globiflorum Hook e C. matogrossense Bicalho facilmente, por terem todos estes flores masculinas com labelo súpero. C. luridum (Link.) Lindl. tem flores maiores, os lobos laterais do labelo cobrem a coluna e as pétalas e sépalas não se refletem como em C. punctatum, superpondo-se sobre o labelo e também cobrindo a coluna. C. fuchsii Dodson & Vasquez apresenta ápice do labelo alongado, agudo, pétalas e sépalas mais alongadas e padrão de colorido completamente diferente. C. maranhense Lacerda & da Silva tem flores menores, mais delicadas, em maior número e localizadas mais distalmente na haste floral, sendo que o labelo das flores masculinas tem quase a metade das dimensões do de C. punctatum.
Localização geográfica - Nordeste do Brasil, Estados do Maranhão, Piauí, Bahia. Coexiste, considerando apenas os Catasetum de antenas paralelas e labelo globoso, com C. maranhense, C. albovirens e C. purum e nas regiões fronteiriças com C. fuchsii a Oeste, C. hookeri e C. uncatum a Leste e Sul. C. luridum e C. globiflorum são do Sudeste e não ocorrem perto de C. punctatum, assim como C. matogrossense que é do Centro-Oeste.
Bibliografia:
1. Da Silva, J. B. F. & M. F. F. 1998. Orquídeas Nativas da Amazônia Brasileira - Gênero Catasetum L. C. Rich. Ex Kunth. 121 p. Museu Paraense E. Goeldi, Belém.
2. Hoehne, F.C. 1942. Flora Brasílica V. XII, VI: 131-132, T. 98, Sec. Ind. Com. S. Paulo, São Paulo, SP.
3. Holst, A. W. 1999. The World of Catasetuns. 308 p. Timber Press, Inc., Portland, Oregon, USA.
4. Lacerda, K. G., Jr. , Miranda, F. et al. 1995. Brazilian Orchids. 350 p. Sodo Publishing Co., Japan.
5. Lacerda, K. G., Jr. & da Silva, J. B. F. S. 1998. Catasetum maranhense Lacerda & da Silva sp. nov. - Bradea VIII(13): 69-72.
6. Miranda, F. 1996. Orquídeas da Amazônia Brasileira. 194 p., Expressão e Cultura, Rio de Janeiro.
7. Linden, L. & Rodigas, E. 1895 - Lindenia - Iconographie des Orchidées 11:35, t. CDXCVI. Gand Imp. Eug. Vand., Paris.