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No reino vegetal, a família das
orquídeas é, sem sombra de dúvidas, a mais
importante. Seus representantes encontram-se por todo o mundo,
exceção feita as regiões geladas da Antártida
e de alguns desertos, onde as temperaturas são por demais
elevadas e o clima extremamente árido. Desta forma, e
em face do seu habitate ou nicho ecológico, podemos dividir
as orquídeas em quatro grandes grupos, em função
do local onde vivem:
Epífitas - Estas plantas desenvolvem-se sobre árvores,
porém, usam-nas apenas como suporte, ou seja, como local
onde possam receber níveis apropriados de luz.
Terrestres - Crescem sobre o solo.
Rupicolas -
São plantas que vivem sobre pedras, as vezes em pleno
sol.
Saprófitas - São plantas muito raras que se alimentam
de restos de vegetais em decomposição, e não
possuem clorofila.
Assim, face ao grande número de
plantas que existem dentro da família das orquídeas,
faz-se uma divisão desta, em duas subfamílias,
as Diandrae (caracterizadas pelas orquídeas sem caule
e por possuírem flores de labelo em forma de "sapatinho"
e duas anteras férteis; divide-se em duas tribos) e as
Monandrae (compreende todas as demais orquídeas).
A subfamília das Monondrae, desdobra-se em duas divisões,
as Basitonae (espécies com anteras persistente e coluna
curta; divide-se em uma tribo de oito subtribos) e as Acrotonae
(tem como característica principal as duas anteras caducas).
Justamente esta condição de caducidade das anteras
reagrupa esta divisão em duas tribos, as Polychondreae
(são na maioria plantas terrestres e apresentam políneas
de consistência granulosa, facilmente divisíveis)
e as Kerosphaereae (tem duas políneas de consistência
cartilaginosa ou cerosa, sem granulação; divide-se
em duas séries).
As séries da tribo Kerosphareae, são: a Acranthae
(plantas com inflorescências terminais no ápice
de pseudobulbo e divide-se em quinze subtribos) e a Pleuranthae
(caracteriza-se por apresentar inflorescências laterais).
Estas últimas, dividem-se em duas subséries, as
Sympodiales (são as plantas com crescimento apical limitado,
ou seja, onde termina um caule ou pseudobulbo, o novo broto passa
a vegetar e cresce em duas direções; horizontalmente,
formando os rizomas e verticalmente, formando os pseudobulbos;
divide-se em vinte e três subtribos, sendo uma delas a
subtribo Catasetineae, onde se encontra o gênero Catasetum)
e as Monopodiales (tem crescimento) e as ilimitado, ou seja,
o broto novo desenvolve-se no ápice do broto anterior.
Após observarmos a divisão da família das
orquídeas, temos que os Catasetuns (Ctms), qualquer deles,
deve ser assim classificados:
Família : Orquídeas
Subfamília : Monandrae
Divisão : Acrotonae
Tribo : Kerosphaereae
Série: Pleuranthae
Subsérie : Sympodiales
Subtribo : Cataseteae
Gênero : Catasetum
Espécie : Nome da Espécie dentro do gênero.
Variedade : Referência a cor ou descobridor.
Para finalizar esta nossa incursão
dentro da classificação de uma orquídea,
vale lembrar que o primeiro nome (gênero) sempre deve ser
escrito com a primeira letra maiúscula e o segundo nome
(espécie) com todas as letras minúsculas, ambos
em latim e, devendo ser destacados em texto através da
escrita em itálico e sublinhados com um traço sob
cada palavra. |