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. . Trata-se de uma espécie de Mormodes Lindl.
descoberta no estado de Rondônia por Kleber Lacerda em
1991, que apresenta grande variabilidade de colorido. Segue-se
descrição conforme original.
Epiphyta mediocris; pseudobulbis
ovato-ellipticis, foliis Iineari-lanceolatis. Inflorescentia
erecta, densiflora. Flores castaneoroseis pallidis dense castaneo-maculatis
labello flavo-roseis dense cantaneis maculatis, ovario pedicellato
arcuato suberecto, sepalis acutis, dorsali lineari-lanceolato
cum petalis conniventi, columnan proxime, lateralibus linearibus-lanceolatis,
rellexis, petalis linearibus-lanceolatis acutis, labello glabro,
leviter trilobo apice, marginibus reflexis, transverse subeliptico
truncato apiculato, columna torta, clinandrio rostrato.
Dendrícola, mediana
no gênero. Raízes filiformes com
ate 2,5 mm de diâmetro. Pseudobulbos agregados, multianelados,
eliptico-lanceolados a fusiformes, um pouco mais largo para sua
base. eretos, ligeiramente achatados lateralmente, verdes, durante
seu ciclo de crescimento lisos e posteriormente irregular e longitudinalmente
sulcados e então revestidos pelas bainhas foliares remanescentes
que com o tempo também se decompõem, com até
12,5 cm de comprimento e 3,1 cm de diâmetro. Folhas ate
8-10 por pseudobulbo, oblongo-lanceoladas com bordos ondulados,
arqueadas, atenuadas em pseudopeciolos para suas bases, verde-médias,
com ate 29 cm de comprimento e 3,5 cm de largura. Inflorecências
se originando nas junções dos entre nós,
desde pouco acima da base dos pseudobulbos até quase metade
de sua altura, eretas. densiflora, castanho-purpureo escuras,
2-4 aneladas e ai com bracteas amplexicaules lanceoladas e laxas
com ate 8 mm de comprimento, com ate 25 ou mais flores resupinadas,
eretas, fortemente agrupadas desde quase a base, com até
10 cm de comprimento e 5 mm de diâmetro. Bracteas florais
livres dos pedicelos, triangulares, com até 7
mm de comprimento. Pedicelos cilidricos. Curvados para cima,
castanho-purpureo escuros, com ate 2,2 cm de comprimento e 1,5
mm de diâmetro. Sépalas castanho avermelhadas, com
máculas pouco distintas mais escuras, linear-lanceoladas,
a dorsal mais estreita, côncava com bordos ligeiramente
reflexos e formando com as sépalas com as quais se dispõe
subdecurrente uma cobertura côncavo próxima mas
não direlamente sobre a coluna, com até 2,4 cm
de comprimento e 4,5 mm de largura, as laterais linear-lanceoladas,
irregularmente côncavas e reflexas a ponto de se tornarem
decurrentes com o pedicelo, com ate 2,3 cm de comprimento e 6,5
mm de largura. Pétalas com a mesma coloração,
liner-lanceoladas, aguda, côncavas com bordos ligeiramente
reflexos, com ate 2,2 cm de comprimento e 6 mm de largura. Labelo
amarelo, verde-amarelado ou rosado, densamente maculado em castanho
a purpúreo, glabro, inteiro ou mais exatamente com tenue
lobamento próximo ao ápice, com margens reflexas
a ponto de se tocarem, com istmo estreito progressivamente mais
largo e a um pouco mais de 1/3 de seu comprimento bruscamente
se alargando e se tornando orbicular a transversalmente subeliptico,
no quarto final com depressão onde a coluna se toca, no
ápice tenuemente truncado e longamente apiculado, com
até 2,5 cm de comprimento e 1,9 cm de largura. Coluna
com a mesma coloração do labelo, apenas com maculas
menores, torcida em aproximadamente 90', voltada para fora em
relação eixo da inflorescência e tocando
o labelo, subcircular em seção, com clinândrio
alargado e subtriangular no ápice com longo filamento,
com até 1,5 cm de comprimento e 1,5 mm de largura; antera
subtriangular, longamente acurninada, polinári com 2 políneas
elipticas, caudículos extremamente elásticos, estipe
subtapezoidal e viscidio subcircular fortemente viscoso; cavidade
estigmática subtrapezoidal, separada da antera por rostelo
pouco carnoso. Fruto não observado.
Etimologia: Nome em referência
a tribo de indios Tapoaya, habitantes dos arredores da localidade
de origem.
Tipo: BRASIL, Estado de Rondônia,
Municipio de Ariquemes, rodovia BR-364, arredores do Km 132;
coll. K. G. Lacerda Jr. M043,II,1991, florindo em cultivo IV,1991,(HB).
Plantas de Mormodes
tapoayense ocorrem em árvores sobre afloramentos
rochosos. Foram encontradas relativamente poucas plantas da espécie,
ocorrendo misturadas com, entre outras, Mormodes
densiflora Miranda, Mormodes hoehnei
Miranda & Lacerda, Ctsm denticulatum
Miranda, Ctsm complanatum Miranda
& Lacerda e Ctsm ariquemense
Miranda & Lacerda, e a variação de colorido
é grande considerando a pequena quantidade de exemplares.
Essas variações são mais pronunciadas no
labelo, que pode ser verde-amarelado a amarelo-áureo,
e mais raramente apresentando-se rosado, sempre maculado em castanho
a purpúreo. Isso é verdadeiro ao menos nos exemplares
examinados. mas o gênero é pródigo em variações
de colorido, de modo que exemplares sem máculas podem
bem ser esperados. A espécie é muito característica
com suas hastes eretas, compactas e flores com labelo sempre
voltado para cima, o que não é observado nas outras
espécies do gênero. Em termos de afinidades, pelas
maculas aproxima-se de Mormodes densiflora,
mas as bastes florais não são tão compactas
quanto nesta espécie. Também, flores de Mormodes
desinflora não apresentam labelos súperos.
Isto serve apenas para inferir afinidades com espécies
simpátricas, e de qualquer maneira não foi observada
possível hibridação natural entre estas
espécies. Em termos mais gerais, os labelos nitidamente
súperos são características comuns com Mormodes
issanense Miranda e Lacerda, que entretanto é
completamente diferente em tudo, desde disposição
das flores na haste, forma dos segmentos, coloração,
e finalmente distribuição geográfica.
Consulta: FLORA BRASILICA DE F. CHOISHNE
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